NOBEL DA PAZ
O Prémio Nobel da Paz foi atribuído a Muhammad Yunus, do Bangladesh, e ao seu banco Grameen, "pelo esforços na criação de desenvolvimento económico e social através de projectos de microcrédito".
Parece-me, um dos prémios mais justos dos últimos anos.
Esta ideia de confiar nos pobres é cada vez mais peregrina no mundo. Nos vários sentidos da palavra. Agora confia-se em quem não precisa. Vai-se ao banco pedir um empréstimo e eles querem saber se temos muito dinheiro, para confiarem. Ora se tivéssemos muito dinheiro não precisaríamos de lá ir. Pensamos nós. Errado. O dinheiro dos bancos não tem uma função social. Serve apenas de instrumento de troca e enriquecimento. Para permitir aos seus accionistas e administradores ir de férias para a Caledónia, em jacto privado (alguns com o cilício na bagagem, por causa do detector de metais), enquanto o resto, que somos nós, nem para ir a Tróia conseguimos poupar.
Yunus não pensou assim. Acreditou na honestidade dos que só podem ter a honestidade como bem. Do que eu conheço do mundo dos que têm muito pouco, sei que a maioria é estupidamente honesta. E que só quer uma oportunidade de poupar aos filhos o sofrimento que lhe foi infligido.
Se isto não merece um prémio nobel, não sei o que o mereça.
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